quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Fragmento

Verdade seja dita:
A culpa é minha por acreditar em você
E, por favor, não tome isso como ofensa.
Fato é que em sua vida não mais importa minha presença,
Mas eu ainda insisto em não querer entender...
Março/2010

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Trocando o dia pela noite...

Sempre fui bastante notífago. Exceto quando criança, mas, além de não haver nada interessante para uma criança ficar fazendo pela madrugada meus pais tratavam de me mandar para a cama bem cedo. Mas logo na adolescência eu passei a ter esse tipo de aversão ao dia e verdadeira paixão pela noite. Mais tarde, quando pude conhecer as mulheres, o uísque, o rock e outras tantas maravilhas da noite me entreguei de vez. Contudo, para sobreviver, tive que me render ao tédio dessa sociedade que insiste em fechar os olhos para o que o mundo tem de mais belo.

Durante muito tempo tive que me sujeitar ao trabalho comum e tedioso, com hora marcada pra chegar e sair, livro de ponto e outras tantas babaquices burrocráticas. Ah!... Mas eis que a tecnologia deslancha, derrubando paradigmas, assombrando a geração dos dinossauros pragmáticos e libertando a criatividade desse cativeiro fétido. Graças a tudo isso, eis-me aqui, às 04:15 da manhã, finalizando mais um turno de trabalho iniciado às 22:00 de ontem. Nada de telefones tocando, nada de interrupções idiotas e ainda com direito a bebericar de leve o meu uísque.

Entretanto, não foi fácil conseguir convencer aos que fornecem meu precioso vil metal de que esta era uma forma "séria" de trabalhar. Afinal, quem é que vai  querer pagar um fulano que mal da as caras na empresa, permitindo que ele fique em casa, sem ninguém para vigiá-lo coordena-lo? Tive que propor uma negociação: em vez de cumprir horários, eu trabalharia com resultados. Estabeleceria-se um projeto, uma meta, um prazo e na data estabelecida lá deveria estar o combinado. Dessa forma, tanto faz se eu vou começar a trabalhar às sete, às dez ou a meia-noite, o que interessa é o RESULTADO, ou como diriam no BOPE "Missão dada é missão cumprida".

Enfim, também há aqueles que não se adaptam a este tipo de expediente, o que não faz deles menos ou mais espertos ou importantes. Aliás, a única coisa que importa é que você se sinta bem com o que faz. Como disse no início do texto, eu gosto da noite, do silêncio, do frescor... É nesse ambiente que minha criatividade aflora e eu consigo me concentrar. Já nos finais de semana eu gosto da agitação, da música, do mistério, do cheiro da noite.

Bem, por hoje é só, afinal, daqui a pouco o sol começa a raiar e terei de fechar as cortinas para poder dormir.

E o que você fez em 2010?!...

Chegamos a última semana de 2010. Assim como em véspera de vestibular, não adianta mais correria, afobação, desespero. Se você ainda está cheio de coisas para fazer, muito provavelmente não vai mais conseguir concluí-las pois, muitas das pessoas das quais você provavelmente depende para tal, não mais estarão à sua disposição nesta época do ano. Se você de fato está em situação parecida com a qual acabei de descrever é chegado o momento exato de parar, respirar e refletir sobre como foi o seu ano.

Com certeza você trabalhou muito, mas será que se divertiu também? Teve bons momentos de descontração? Todas as horas que você passou trabalhando foram realmente produtivas? Você foi feliz neste ano que já agoniza? Pare. Reflita. Pense. Anote. Não deixe se levar pela filosofia do "Nossa! Como o tempo está passando rápido...". Isso é besteira! As horas continuam tendo sessenta minutos, os minutos sessenta segundos e assim sucessivamente. Se você é desses que pensa que o tempo anda mais rápido, talvez seja você quem anda querendo fazer coisas de mais e a pergunta que não cala é: "Por quê?".

Dedique esta última semana de 2010 para pensar em você. Em seus anseios, suas vontades e necessidades. Tente entender o que te trouxe até o lugar onde você está hoje e tente imaginar onde você estará em um futuro próximo. Planeje-se, não deixe que a vida continue lhe dando "rasteiras". Não é um processo fácil, nem rápido, mas profundamente necessário. Seja você o dono de sua vida!

sábado, 25 de dezembro de 2010

Mas o que é ser feliz?!...

Livros de auto-ajuda são sucesso de venda em todo mundo. A explicação para tal fenômeno não é difícil: as pessoas anseiam por serem felizes e buscam desesperadamente soluções para seus problemas. São contas atrasadas, trabalho e mais trabalho, chefes tiranos, filhos rebeldes, casamento em crise e tantas outras miudezas que conseguem fazer um inferno na vida de qualquer mortal.

Já faz algum tempo que escutei uma senhora dizendo que "ser feliz depende única e exclusivamente de cada um de nós...", fiz cara de desdém, dei de ombros e pensei "Claro... como se alguém no mundo fosse infeliz por livre e espontânea vontade". Mais tarde, porém, percebi quão sábias eram aquelas palavras que julguei serem mero clichê. Digo isso, pois, de fato dependemos apenas de nosso próprio esforço para nos sentirmos plenos e felizes. Não quer dizer, entretanto, que tal tarefa seja fácil mas, pelo menos, passa a não ser mais um sonho intangível.

Voltando aos livros de auto-ajuda, podemos dizer que o objetivo básico de qualquer um deles é fazer com que você vá de encontro consigo mesmo, que se envolva no exercício de se conhecer, de saber realmente quais são os ser valores, as suas vontades, o seu talento. Parece besteira, mas você já reparou como é muito mais fácil listar defeitos e qualidades das pessoas com quem você convive do que fazer uma lista com seus próprios defeitos e qualidades? É preciso que nos atentemos para isso.

Fim de ano é uma excelente época para fazermos um balanço de nossas vidas. Para onde estamos indo? Como estamos indo? Estamos fazendo aquilo que queremos fazer ou aquilo que achamos que devemos fazer? Quem está no comando das coisas que faço? Responda essas perguntas e procure enxergar você de uma forma mais sincera e serena, procure entender suas limitações, suas ansiedades, seus medos, mas, principalmente suas necessitades e seus desejos. Mova-se baseado em quem você realmente é e não no que você pensa que deve ser e muito menos no que os outros pensam que você deve ser. Pensando assim, é possível que você não seja eleito o "Homem do Ano", não se torne uma mega-celebridade e nem mesmo apareça no jornalzinho do bairro,  mas, com certeza, saberá o que é ser feliz!