segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Coragem...

Aquele velho rapaz resolve mais uma vez ir além de seus limites. Já se tornou frequente em sua vida essa história de não obedecer limites e não respeitar barreiras. O resultado é certo: ele sofre. Engana-se quem achar que o sofrimento vem da decepção, da ansiedade, dos devaneios bêbados pela madrugada. Sofrer é algo que sempre vai lhe acometer quando se deseja ser perfeito.

É por isso que, por mais uma vez, aquele velho rapaz sofrerá. Sua ânsia em ser perfeito e seu desespero diante da possibilidade da perda o fazem fraco e sem ação. Ele quer transpor barreiras, quer sufocar o choro e dar mais um passo, mas seu corpo lânguido já não suporta mais a dor. Mesmo assim ele não desiste, quer ir além de suas próprias forças, além das forças possíveis, não considera a possibilidade de parar...

A perda é algo que a todos nós aflige. É fácil se acostumar a ganhar e muito difícil se dispor ao contrário. Para que não soframos tanto é imprescindível cultivarmos nosso despreendimento, tanto das coisas quanto das pessoas. Não somos donos de nada, muito menos de alguém e ao pensarmos assim e desejarmos realmente praticar esse despreendimento veremos que já que não temos nada, nada poderemos perder... e nosso principal problema (como sujeitos dessa sociedade consumista e abilolada) estará a um passo de estar resolvido.

O velho rapaz sabe disso, mas ainda encontra problemas para aceitar as perdas. Ele prefere dar mais um passo diante do abismo...

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Companheiras...

Hoje eu estou triste. Aliás, estou profundamente triste, magoado e sentindo uma dor terrível. No entanto, não tenho problema nenhum em afirmar isso. Houve um tempo em que a tristeza, para mim, não era um estado passageiro, mas uma presença constante. Naquela época eu não ficava triste, eu ERA triste.

É preciso que aceitemos que não é possível ser feliz o tempo todo, mas que isso também não significa que tenhamos de ser sempre tristes. É importante que nos permitamos ficar triste às vezes. Confesso, entretanto, que neste momento eu não estou simplesmente me permitindo ficar triste. Lancei mão de todas as armas disponíveis para lutar contra este sentimento, mas admito que, HOJE, perdi a batalha...

Mais uma vez o Natal chegou...

O Natal é uma data linda, festiva, cheia de significados e ensinamentos, apesar de todo o esforço conjuntural em transformá-la em apenas mais um excelente pretexto para inculcar esse consumismo inveterado que a cada dia contamina e esvazia mais as pessoas (e também os seus bolsos).

Tudo o que eu queria nesta data era poder reunir as pessoas que amo ao meu lado e celebrar a paz, a fraternidade, o amor e dar a elas todo o carinho e atenção que tenho em mim. Apesar de minha fé não ser como a da maioria das pessoas, acredito com fervor em um mundo melhor, desde que queiramos isso e lutemos realmente.

Sei que este texto de hoje parece não fazer muito sentido, é apenas um misto de desabafo e ansiedade que tive a necessidade de expressar para minorar essa dor fininha e lancinante que me atormenta. Também não vou colocar tudo que me acomete agora, pois seriam necessárias muitas páginas e tempo para isso.

Mas, como disse anteriormente, eu perdi apenas a BATALHA. Minha derrota foi pontual e me servirá de alicerce para outras conquistas. CONQUISTAS e DERROTAS caminham lado a lado, não são oponentes, não são inimigas... são COMPANHEIRAS. Uma depende da outra, SEMPRE. Ficarei aqui, hoje, chorando baixinho, aliviando esse sofrimento para amanhã levantar a cabeça e continuar lutando nesta guerra intermitente chamada VIDA. Não garanto que vencerei, mas garanto que nunca deixarei de lutar.

"Prá" Casar ou "Prá" Curtir?

Não é novidade pra ninguém que nossa sociedade vive uma crise de VALORES sem precedência. Se não bastasse o que estamos cansados de ver todos os dias (pais e filhos que não se respeitam, casais em que homem e mulher não possuem um mínimo de consideração um pelo outro, etc), infelizmente é crescente a falta de respeito das pessoas para consigo mesmas.

Que me chamem de quadrado, careta, conservador e o escambal, mas não me parece nem um pouco normal que jovens (e mesmo pessoas mais velhas que já começam a entrar na “festa”) se submetam a experiências que em absolutamente nada contribuirão para um estado de felicidade e satisfação.

No último domingo (21/12/2008), no Domingão do Faustão, foi promovida uma discussão envolvendo o público feminino sobre o que consideram os dois tipos de homem: os que são “pra casar” e àqueles que são “pra curtir”. PATÉTICO...

Antes que as feministas de plantão se pronunciem, não estou defendendo a mesma atitude machista de “classificar” as mulheres da mesma forma, pelo contrário. Considero grotesca a possibilidade de literalmente se “usar” uma pessoa. O que achei interessante na tal discussão do programa é que, depois de muita abobrinha ter sido dita pelas entrevistadas, enfim apareceu uma das dançarinas do programa para dizer “...a verdade é que hoje em dia as pessoas não tem amor próprio, não se respeitam. Logicamente, um homem não vai respeitar a maioria das mulheres de hoje”.

Estendo a magistral consideração da dançarina (muito bonita, por sinal) para todos. Antes de qualquer coisa, precisamos nos respeitar e nos amar. Pergunto a você que por ventura já tenha ficado com cinco pessoas diferentes (pra falar de pouco) numa mesma balada: quando você voltou para casa e se viu sozinha (ou sozinho) no seu quarto, VOCÊ ESTAVA FELIZ? Ficar com tantas pessoas diferentes e depois nunca mais ver é para você uma CONQUISTA ou uma DERROTA?

Já vivi isso na pele. Não estou falando sem conhecimento de causa. Percebi que em nada contribui uma noite furtiva de prazeres com uma ou mais pessoas se isso não tiver um significado real. Muito pelo contrário. Esse tipo de ato, praticado por tantas pessoas num momento de carência, só serve para reforçar um mal-estar e uma sensação de insignificância tão grande, que representa um passo para a depressão.

Não seja mais um ou mais uma que vai escolher as pessoas com as quais se relacionarão como se as mesmas fossem “coisas”. Senão, no final, quem irá se sentir um LIXO será você mesmo.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Frio da Madrugada

A solidão é o toque de requinte que povoa o quarto neste momento. Já é madrugada, o relógio precisamente me fala que faltam quatro minutos para as duas da manhã. Deixo apenas a luminária acesa e a penumbra aumenta a sensação inquietante de falta e desejo.

Vou à cozinha e preparo um café bem forte para espantar o frio que entra pelas frestas da janela e que principiam a congelar meu cálido coração. O silêncio é música para meus ouvidos cansados de tanta atribulação e bagunça. A madrugada é o momento que mais gosto por melhor poder sentir tudo o que insiste em querer me enlouquecer.

Por puro impulso, ligo a televisão, mas, desligo-a em seguida. Preciso abandonar esta mania idiota, senão corro o risco de ser taxado de louco. Engraçado, mas mesmo estando sozinho em casa sempre tenho a sensação de que há alguém me vigiando prontinho para aproveitar a primeira oportunidade para contar ao mundo sobre a minha loucura. Mas já vou logo avisando: eu não sou louco.

Talvez eu até seja um pouco louco sim, afinal, todo mundo tem as suas maluquices, até mesmo porque o conceito de loucura é muito subjetivo, pois o que é loucura pra você pode não o ser para mim, mas mesmo assim prefiro parecer que sou normal como todo mundo, ou como a maioria pelo menos, ou melhor, como todos aqueles que pensam que são mesmo normais.

Torno a encher meu copo com café e percebo que a garrafa já está quase vazia. “Será que mais alguém está tomando do meu café?”, penso. Eu sei... Eu sei. Estou sozinho em casa e por isso não há a mínima possibilidade de alguém ter tomado do meu café, eu não estou louco, preciso parar de tomar tanto café. Quem sabe se eu tomasse menos café, conseguiria dormir mais durante a noite? Se bem que eu não acredito nessa história de que o café tire o sono de alguém, pois se isso fosse verdade o pessoal da repartição não dormiria tanto no horário do serviço, tendo em vista que eles tomam café o dia inteiro.

Para ser bem sincero, não é o café que me tira o sono... Observo a noite pela janela do meu quarto e sinto a brisa gélida da madrugada espetando-me a garganta. Engraçado como não há carros, sombras, gemidos em parte alguma. Nem mesmo as corujas que sempre aparecem para me velar o sono vieram hoje. Deve ser o frio, corujas não gostam do frio, não sei onde, mas lembro-me de ter lido isto em algum lugar. Será? Fecho a janela e olho para a minha mesa onde a luminária emite o único facho de luz que percorre o quarto. Papéis espalhados, canetas, algumas fotos, farelos de biscoito maizena. Preciso arrumar minha mesa.

Olho para minha cama desarrumada, pronta para que eu me deite nela. Parece que ela me chama, com aquele olhar provocante e malicioso e sussurra para mim palavras inconfundíveis de amor. Fico parado por um tempo, observando, e me preparo num ritual quase de núpcias para me deitar e sentir todo aquele calor. Após alguns minutos, já embalado pelo clima do momento, me atiro de encontro a ela... Argh! O colchão está gelado. Amanhã vou ter de tomar algumas providências. Eu estou mesmo ficando louco!

Sou alguém...

...que está aprendendo que na vida nunca temos o controle de nada. Tudo o que hoje está em nossas mãos amanhã pode não estar mais. Isto não quer dizer que devemos viver com medo das perdas que podemos ter, pelo contrário, devemos aproveitar intensamente cada bom momento, aprender com os momentos difíceis e ser forte durante os períodos de crise. O mundo seria um lugar muito melhor se nos permitíssemos amar mais, "ser" mais no lugar de "ter" mais. Sou assim: alguém que acredita nas pessoas (apesar de já ter me enganado várias vezes) e que peca sempre pela tentativa, mesmo que vã, pois é muito melhor tentar e errar do que conviver com a amargura de que poderia ter dado certo um dia.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Capitu


Gostei muito da minissérie "Capitu", exibida pela Rede Globo na última semana. A primeira vez em que li "Dom Casmurro" eu ainda era adolescente (mas não foi para fazer trabalho de colégio) e fiquei estarrecido com a história. Amaldiçoei Capitu veementemente pelo que ela tinha feito com o "pobre" Bentinho. Voltei a ler "Dom Casmurro" várias outras vezes depois disso e, claro, revi meu conceito acerca de nossa "cigana oblíqua e dissimulada" como definira José Dias.

Capitu sempre esteve longe de ser uma santa e este é exatamente o que a faz tão maravilhosamente desejada e encantadora. Seu gênio forte e decidido, sua personalidade altiva e irrequieta, sua beleza e sensualidade (tão bem ilustradas na série por Letícia Persiles e Maria Fenanda Cândido) e seu despreendimento são os ingredientes que dela faz a mulher mais apaixonante de nossa literatura.

Sobre Bentinho posso dizer que foi "sortudo e azarado" ao mesmo tempo. Não é difícil entender porque. Foi o único que conseguiu obter o amor sincero de Capitu, sua cumplicidade, seu afeto e devoção. Talvez não tenha sido o único a ter desfrutado de seu corpo... E o azar de Bentinho foi justamente o de ter suscitado por toda a vida a dúvida, o malogro, a devassidão de um sentimento tão expansivamente negativo. Que a terra lhe seja leve...



Chão de Giz

Eu desço dessa solidão/Espalho coisas sobre/Um chão de giz/Há meros devaneios tolos/A me torturar/Fotografias recortadas/Em jornais de folhas/Amiúde!/Eu vou te jogar/Num pano de guardar confetes/Eu vou te jogar/Num pano de guardar confetes...

Disparo balas de canhão/É inútil, pois existe/Um grão-vizir/Há tantas violetas velhas/Sem um colibri/Queria usar quem sabe/Uma camisa de força/Ou de vênus/Mas não vou gozar de nós/Apenas um cigarro/Nem vou lhe beijar/Gastando assim o meu batom...

Agora pego/Um caminhão na lona/Vou a nocaute outra vez/Prá sempre fui acorrentada/No seu calcanhar/Meus vinte anos de "boy"/That's over, baby!/Freud explica...

Não vou me sujar/Fumando apenas um cigarro/Nem vou lhe beijar/Gastando assim o meu batom/Quanto ao pano dos confetes/Já passou meu carnaval/E isso explica porque o sexo
É assunto popular...

No mais estou indo embora!/No mais estou indo embora!/No mais estou indo embora!/No mais!...

BlogBlogs.Com.Br

Nunca disse que seria fácil...

Encontrei recentemente com um amigo e depois de algum tempo de conversa ele me disse "Puxa vida, mas você está muito diferente. Sereno, tranquilo... Qual o segredo?". 

Fico pensando como as pessoas vivem atrás de "receitas de bolo". Todo mundo acha que existe receita para ficar rico, receita para encontrar a pessoa amada, receita para ser um profissional bem sucedido e RECEITA PARA SER FELIZ. Este é um engano tremendo. Não existe "o segredo", o que existe é a sua decisão em ser ou não feliz, em ver o lado positivo ou negativo das coisas, em viver motivado pelo desejo de ganhar ou pelo medo de perder...

Você, caro leitor, dirá que sou mais um a repetir frases feitas, frases bonitas que "muito falam e pouco dizem", ou ainda que "a teoria na prática é outra". Pois apenas quero alertar que eu nunca disse que seria fácil. Aliás, será que damos valor as coisas que conquistamos facilmente???

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

"Grito de Alerta"

Grito de Alerta
Gonzaguinha

Composição: Gonzaguinha

Primeiro você me azucrina
Me entorta a cabeça
Me bota na boca
Um gosto amargo de fel...

Depois
Vem chorando desculpas
Assim meio pedindo
Querendo ganhar
Um bocado de mel...

Não vê que então eu me rasgo
Engasgo, engulo
Reflito e estendo a mão
E assim nossa vida
É um rio secando
As pedras cortando
E eu vou perguntando:
Até quando?...

São tantas coisinhas miúdas
Roendo, comendo
Arrasando aos poucos
Com o nosso ideal
São frases perdidas num mundo
De gritos e gestos
Num jogo de culpa
Que faz tanto mal...

Não quero a razão
Pois eu sei
O quanto estou errado
E o quanto já fiz destruir
Só sinto no ar o momento
Em que o copo está cheio
E que já não dá mais
Prá engolir...

Veja bem!
Nosso caso
É uma porta entreaberta
E eu busquei
A palavra mais certa
Vê se entende
O meu grito de alerta
Veja bem!
É o amor agitando o meu coração
Há um lado carente
Dizendo que sim
E essa vida dá gente
Gritando que não...(2x)

A chuva não pára...

A chuva não pára... Este fato traz muitas contrariedades principalmente para as pessoas que se encontram em situação de risco por ocasião dos temporais. Como sempre, todos seguem procurando culpados: o aquecimento global, as administrações municipais, o Estado, os voluntários larápios...

É sempre mais fácil apontar culpados. Para os mais simplórios, resignados, atribuem os estragos à vontade de Deus. Do outro lado da corda estão os "heróis" pretenciosos e oportunistas que assumem ou buscam assumir a culpa sozinhos.

Raro é quando alguém aparece propondo soluções ou disseminando bem estar em vez de mais apreensão.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Liberdade

Você diz amar a liberdade... Você sabe o que é liberdade? Nunca quis lhe prender sob meus braços, apenas sempre desejei caminhar ao seu lado, acrescentar sentido à minha existência. Os anos passaram e acho que nunca estivemos juntos de verdade. Me iludi muito, mas hoje tenho os olhos abertos, no entanto, não posso dizer que sou livre. Sou refém de mim mesmo, de minhas crenças, percepções, medos e desejos. Mas me permito caminhar e respirar o ar puro que a vida me oferece.

Nem sempre foi assim. Outrora fui um ser atormentado pela inquietude e volatilidade de tudo e todos, hoje, no entanto, aceito que meu amanhã é construído hoje mas que mesmo assim as intempéries podem levar em segundos tudo o que gastei muito tempo para edificar. Mas se isso acontecer tenho a oportunidade ímpar de contruir de novo...

Infelizmente você confunde liberdade com a falsa impressão de poder fazer o que quiser na hora em que quiser e que "danem-se" os outros. Não me surpreende que sejas tão infeliz... Sua "liberdade" depende dos outros, enquanto a verdadeira liberdade encontra-se dentro de nós.

Incompletude

Manoel de Barros escreveu certa vez:

"A maior riqueza do homem
é a sua incompletude.
Nesse ponto sou abastado.
Palavras que me aceitam como sou - eu não aceito.

Não agüento ser apenas um sujeito que abre portas,
que puxa válvulas, que olha o relógio,
que compra pão às 6 horas da tarde,
que vai lá fora, que aponta lápis,
que vê a uva etc. etc.

Perdoai
Mas eu preciso ser Outros.
Eu penso renovar o homem usando borboletas."


Quantas vezes desejei ser um só, sair de casa pela manhã para ir trabalhar, buscar o sustento de minha mulher e dois filhos (que ainda não tenho), chegar em casa para o almoço, assistir ao jornal, voltar ao trabalho, passar no supermercado antes de voltar para casa, encontrar a família me esperando para jantar, assistir novamente ao jornal, por os filhos na cama e depois ir dormir com a mulher amada. Tantas vezes vislumbrei essa vida como sendo a mais perfeita e feliz. Como sofri ao perceber que as coisas não seriam bem como desenhei. Pensei em sofrer por toda a vida, como os meus personagens literários prediletos...

Um dia me perguntei: Eu quero mesmo sofrer por toda a vida? Achando que tudo e todos são tolos e que eu sou o centro do mundo, o gênio incompreendido, o guru que pode salvar o mundo com suas palavras... Quanta ignorância!

Não deixei de sofrer, mas estou aprendendo a ser paciente. Estou aceitando que sou incompleto, não sou perfeito, muito menos um super-homem e principalmente que nunca serei nada disso. A incompletude é necessária para que vivamos a vida em toda sua intensidade.

Meus Segredos

Quando criança queria ser jogador de futebol. Minto. Este desejo só me acudiu com o limiar da adolescência, minha necessidade de afirmação e desejo de sucesso. Quando criança não sabia o que queria ser, apenas me interessava em ser alguém... Mais tarde, veio a paixão pela literatura e tantas outras paixões, tantos outros vícios, desatinos e delírios. Hoje, posso dizer que sou alguém. Não porque tenha conquistado um bom emprego, uma boa posição social tampouco um relacionamento amoroso estável. Sou alguém simplesmente porque decidir ser antes de ter. Portanto, minha felicidade vem das oportunidades que tenho a cada dia de tentar ser feliz. Felicidade não é um ponto de chegada, algo tangível ou incondicional. Felicidade é ser depender apenas de você para estar bem.