quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Cuidado com os investimentos de alto risco.

Hoje, ao acordar e iniciar meu dia logo pensei sobre o que escreveria aqui. Pensei em escrever sobre investimento em ações, conservadorismo, ousadia, risco... E pensando em tudo isso resolvi escrever sobre algo que também envolve muito, muito risco: relacionamentos amorosos.

Bem, peço a você, caro leitor, que me permita neste post fazer um desabafo, pois estou precisando muito fazer isso. Infelizmente, mesmo que você se considere a pessoa mais forte do mundo, o mais otimista, mais sensato, seguro e obstinado, uma hora ou outra você também vai ter seus momentos de fraqueza.

Iniciei e parei este texto por muitas vezes... O motivo de tantas pausas não era, no entanto, a busca pela melhor forma de escrever, os melhores argumentos para defender meu ponto de vista, nada dissso. Simplesmente faltava-me coragem e a dor que me consumia era tamanha, que me roubava completamente as forças que tenho.

Como disse anteriormente, pretendia escrever sobre investimento em ações. Durante muito tempo estudei o assunto, calculei , medi riscos, até decidir começar a investir. O fruto de tamanho cuidado resultou em um investimento no qual corro um risco calculado e mesmo com a avalanche provocada pela atual crise, não tive muitos problemas, perdi em algumas ações mas ganhei em outras.

Mas eu não tive o mesmo cuidado quando resolvi investir o que tenho de mais precioso: o Amor que trago em meu peito. Não calculei nada, não esperei momento algum, muito menos estudei se devia ou não fazer aquilo... Simplesmente me entreguei de peito aberto, me dediquei inteiramente a fazer de minha amada a mulher mais feliz de todo o universo.

Essa história começou quando eu ainda era adolescente. Tinha eu dezessete anos, ela quatorze. Nos apaixonamos, ou pelo menos eu me apaixonei. Por favor, não se aborreça ainda, não vou contar aqui toda a história, pelo menos não agora. Vou me restringir apenas a contar o que causou em mim tamanha dor a ponto de vir até aqui despejar tudo isso na cara de vocês.

Nos últimos meses entramos em uma crise diferente de todas as anteriores. Justamente no momento em que mais estivemos próximos, quase um casamento. Talvez tenha sido justamente este o erro... ou o acerto. Enfim, mesmo em crise fomos conduzindo a situação, ou melhor, eu fui tentando, como sempre, me fazer das tripas coração para que as coisas voltassem a ser como antes. Simplesmente durante nove anos eu me dediquei inteiramente a fazer tudo por essa mulher.

Mesmo com toda experiência que adquiri ao longo de minha vida, sempre tive problemas para lidar com perdas. E foi por isso que decidi colocar um ponto final nesta história. Não aguentava mais tanta indecisão, tanta mágoa, tanto ressentimento, tanta palavra dita à toa... Vocês podem se perguntar "Puxa, mas então porque você está sofrendo tanto, se foi você quem resolveu por um ponto final?", pois eu respondo a vocês meus caros: você pode jogar fora muita coisa que você vê em sua frente, pode destruir qualquer coisa feita de matéria concreta, pode explodir uma cidade inteira se quiser, mas você nunca... NUNCA vai conseguir destruir um AMOR verdadeiro.

Está além da razão explicar o amor. Tentar fazer isso seria loucura.

Obrigado por chegar até e "ouvir" este meu desabafo. Estou pronto para seguir em frente.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Você cria a sua vida ou deixa a vida te levar?

Se você, assim como eu, já passou dos vinte mas ainda não chegou aos trinta, é bem possível que conviva todos os dias com uma série desgastante de atividades, lutando pelo seu espaço, matando um leão por dia em busca de seus sonhos, enfrentando vários obstáculos em nome do conforto e da paz. Se além disso tudo, você ainda encontra forças para não se deixar abater perante as injustiças sofridas, encontra forças para acreditar nas pessoas mesmo após ter sido traído por tantas e ainda persiste em sua generosidade mesmo tendo recebido apenas ingratidão e mesmo assim consegue manter um sorriso no rosto e tranquilidade no coração PARABÉNS, você está construindo sua vida, está sendo o LÍDER de sua própria vida, exatamente como deve ser.

Mas, se você enfrenta a rotina diária com aquela velha disposição burocrática, limitando-se a cumprir metodicamente com suas obrigações, sente arrepios ao ouvir a palavra FUTURO e ainda carrega consigo todo o rancor possível daquelas pessoas que não fizeram por você aquilo que só você queria que elas fizessem, sinto muito, mas você é o típico indivíduo que deixa a vida te levar.

Deixar a vida nos levar é a pior escolha que podemos fazer. Alguns dias atrás eu falei sobre as pessoas que seguem a filosofia do "viva o hoje como se fosse o último dia" e procurei mostrar que ao abdicarmos do poder de comandar nossa própria vida estamos fadados ao insucesso e à infelicidade. Precisamos aproveitar o momento, mas nunca devemos nos esquecer do amanhã. Alguns sonhos só podem ser realizados a longo prazo e para conquistá-los devemos seguir firmes a trajetória que nos leva até eles. Isso significa que, se não planejarmos, se não trabalharmos com afinco e, principalmente, se não ficarmos atentos às futilidades que nos roubam nosso precioso tempo, estes sonhos não poderão ser alcançados, gerando tristeza e frustração.

Confesso que fica até bonito quando o Zeca Pagodinho canta "...e deixa a vida me levar, vida leva eu...", mas sua vida só poderá ser preenchida de sentido, felicidade e harmonia se você abrir mão do papel de coadjuvante. Afinal, no filme da sua vida é você quem deve ser o ator(atriz) principal. 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Determine seu sucesso mudando seu comportamento.


"O modo de pensar determina as ações dos indivíduos." T. Harv Eker

Já discuti neste blog sobre a importância de mudar o nosso modo de enxergar e encarar as situações desfavoráveis que nos acometem cotidianamente mudando o seu modo de pensar. Já vou avisando aos pessimistas de plantão que, por favor, não me venham com a filosofia derrotista de que "na prática a teoria é outra" pois, é justamente sobre este comportamento que desejo tratar.

Em diversas situações de nossa vida nosso maior inimigo somos nós mesmos. Afinal, temos o sádico comportamento de tentar colocarmo-nos ainda mais para baixo quando sofremos alguma perda. Por exemplo, quando um indivíduo é demitido, em vez de levantar a cabeça, exercitar sua resiliência e seguir em frente, na maioria das vezes prefere ficar remoendo as causas pelo seu infortúnio e se crucificando pelas atitudes que não teve ou pelos erros que cometeu (ou acha que cometeu). Também ao término de um relacionamento afetivo, é comum que a parte "abandonada" sinta-se um lixo, um brinquedo velho que foi trocado, uma pobre alma incapaz de se fazer amada.

Absolutamente os exemplos acima mostram situações muito comuns e somente as pessoas que já vivenciaram tais situações podem falar da dor que cada uma traz. Entretanto, que vantagem pode existir em reforçar o lado negativo da situação? Crucificar-se pelos erros trará o emprego de volta? Chorar dia e noite trará de volta a pessoa amada? A resposta é um redondo e sonoro NÃO! Conseguir a piedade dos outros está longe de ser virtude para alguém, é MENDICÂNCIA.

Não mendigue sentimentos, cultive-os. Não mendigue resultados, aja! Somente enfrentando as situações adversas é que podemos crescer e evoluir como pessoas. Esta mudança deve acontecer dentro de você, antes de qualquer coisa. Nada do que fizer obterá resultados positivos se você não se encontrar em perfeita harmonia consigo mesmo. Portanto, é mister que você ame a si mesmo antes de amar qualquer outra pessoa, que você esteja bem e aceite-se como você é, com todas as suas virtudes, mas também, com todos os seus defeitos (lembre-se sempre que ninguém é perfeito e todos nós temos muitos, muitos defeitos).

Sendo assim, diante de qualquer crise, diante de qualquer dificuldade, procure sempre encontrar uma oportunidade de crescer e evoluir como pessoa. Tenho certeza que o simples fato de acreditar, o ajudará a tornar-se uma pessoa cada vez mais bem sucedida e feliz!

Barack Obama não será o salvador do mundo.

Tomara que eu esteja redondamente enganado, mas, creio que Barack Obama, o mais pop de todos os presidentes dos Estados Unidos, não será o salvador do mundo como muitos andam pensando. Inclusive, em tempos de Big Brother, acho muito prudente que o nosso povo recomece a olhar para a própria cozinha em vez de ficar insistentemente espiando as frivolidades que acontecem lá fora.

Estou dizendo isso não por duvidar da competência de Obama, o que seria sandice de minha parte. Mas, devemos perceber que o atual cenário econômico não será superado pelas ações de um único homem, mesmo que este seja o Super Barack.

O clima de "oba-oba" que permeia este início de mandato do novo presidente americano tende a ser muito negativo, principalmente pelas expectativas que estão sendo criadas. Grandes pacotes econômicos, canetadas heróicas e muito dinheiro público serão alguns dos ingredientes utilizados para tentar promover uma nova calmaria na vida do Sr. Mercado (que não é o Walter). No entanto, para que as recentes turbulências não continuem tendo reflexos negativos cada vez mais próximos, precisamos ficar atentos às funções que nos cabem no enfrentamento de situações críticas como, por exemplo, o desemprego.

Contra fatos, não há argumentos: ficar esperando um milagre ou procurando culpados (o que é pior ainda) não ajudará em nada a situação econômica de ninguém. Enfim, reconheço que há sim uma crise que, apesar de ser maior que uma "marolinha" como se referiu o presidente Lula, está muito distante de ser tão ruim quanto a crise inflacionária do início da década de 90. Devemos nos lembrar que, muitas vezes, as mídias convencionais exploram sensacionalistamente fatos que poderão contribuir com seus interesses próprios, mesmo a custo da credibilidade que sustentam.

Devemos, portanto, nos preocupar menos com o que fará o presidente Obama lá na Casa Branca (e principalmente o que acontece no BBB9) para nos concentrar apenas no que podemos fazer para que as consequências do que será decidido daqui em diante, tenha o mínimo de impacto negativo em nossa sociedade e para o nosso povo.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Educação Financeira: a chave para o seu sucesso.

Se você, neste momento, ganhasse 100 mil reais em um sorteio qual a primeira coisa que você faria com o dinheiro? Compraria um carro? Compraria uma casa? Roupas de griffe? Já sei, daria uma festa e chamaria os amigos para comemorar (e os inimigos, para morrerem de inveja)...

A maioria de nós somos perdulários e gastamos mal o dinheiro que ganhamos com tanto esforço e dedicação. No entanto, poucos sabem que este comportamento é fruto de episódios vividos em nossa família, enquanto ainda éramos crianças. Quantas discussões em família são travadas por causa de dinheiro? Quantos "nãos" (sempre seguidos de uma boa bronca) já recebemos ao pedirmos um "dinheirinho"?

Todas essas experiências negativas influenciam nosso comportamento atual. Ao ganharmos mais, automaticamente nos sentimos na obrigação de gastar mais e esse é o tipo de coisa que irá gerar complicações no futuro.

De fato, educar-se financeiramente não é uma tarefa fácil, além de surtir um efeito realmente positivo somente a partir do médio/longo prazo. É justamente isso que faz com que as pessoas não consigam estabelecer com disciplina, uma estratégia que as faça prosperar rumo aos seus sonhos. Infelizmente, somos muito ligados ao imediatismo, o que atrapalha bastante. Precisamos ter consciência de que nossas atitudes de hoje refletirão em nossa condição financeira no futuro.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Como (re)aprender a ter fé?

Há alguns anos atrás, um acontecimento trágico fez com que eu começasse a questionar a existência de Deus. Nesta época eu já havia me desligado da religião a qual pertencia (catolicismo) e com meu ingresso na vida acadêmica (um ambiente de pessoas extremamente céticas) passei a me considerar um ateu. Esta mudança de atitude foi algo que na época me pareceu ter sido imposta diante dos acontecimentos que vivenciei e assumi isso como se não houvesse outra alternativa possível. Na verdade, eu nunca queria ter perdido minha fé.

Sempre percebi nas pessoas que tem fé uma força capaz de fazê-las suportar qualquer dor. Enquanto isso, eu me sentia impotente diante de cada uma das situações dolorosas que me apareciam, faltava-me forças, faltava-me motivação, faltava-me ...

Suportar o peso de ser o único responsável pelas mazelas que me acometem a vida passou a ser ainda mais doloroso. Por isso, resolvi tentar recuperar minha fé.

Não sei exatamente por onde devo começar e o que devo fazer... Mas encontrei em uma oração que há muito tempo estava guardada em uma gaveta palavras que estão me ajudando:

"Senhor, dai-me forças para mudar tudo o que deva e possa ser mudado. Dai-me também serenidade para aceitar tudo aquilo que não possa ser mudado. Mas, acima de tudo, dai-me sabedoria para distinguir uma coisa da outra."

Não me importo em ter de mudar meu comportamento e minhas crenças se isso for contribuir para meu estado de plenitude, felicidade e bem-estar, no entanto, MUDAR não é uma tarefa fácil de se cumprir. Enfim, tenho certeza apenas de uma coisa:

Eu vejo... eu entendo... eu quero... EU POSSO!

E que eu encontre novamente a minha Fé.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Porque o Big Brother enfraquece o Estado de Direito*

*Denilson Cardoso de Araújo (serventuário de Justiça do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro)

Recebi hoje a indicação deste texto por e-mail, e como ele reflete exatamente tudo o que eu gostaria de dizer a respeito do Big Brother Brasil (argh!...) achei conveniente compartilhá-lho com vocês. As devidas informações bibliográficas encontram-se no final do artigo.

As dificuldades que a sociedade brasileira enfrenta costumam ser analisadas por microscópio, isoladamente, sem a conexão que as sustenta, sem as causas que as provocam. Por isso é que, às vezes vista a doença, não se descobrem os germes da sua ambiência. Sem visão mais ampla, sem o telescópio que liga Saturno às suas luas, pode passar despercebido aquele elemento que parece menor, mas que cria um traço cultural decisivo e determinante de comportamentos hostis à legalidade, ao comportamento ético, à postura fraterna.

Se o Direito tem abstrações, tem concretudes. Se tem norma e valor, tem fato, dizia Reale. Muita norma padece de raiz na realidade. E muita realidade, mudada em piora, abandona a boa norma que antes produzira. Quer secar uma planta? Envenene sua terra! É o que, aos pouquinhos, vai acontecendo na sociedade contemporânea, com o arbusto do Direito, que um dia já foi árvore. Chamo a atenção a seguir para um fato, uma coisinha, diriam alguns.

        Nestes dias surpreendi nas ruas a superação tanto do debates sobre o final da novela A Favorita, quanto das discussões em torno da Guerra no Oriente Médio. Surgiu um assunto novo: Começou o BBB! Aquele programa que, com perdão das más palavras, alguns intitulam de "bigbundas"... ou o "bigbrocha"... o "bigbródi"... o "bêbêbê"... esse terrível bê-á-bá, essa cartilha de construir no Brasil uma sociedade rasteira. Vejamos.

Não leiam este texto como comentário sobre o atual programa da TV Globo. De reality shows, me bastou, bicar episódios de Casa dos Artistas, naquela esperteza em que o Silvio Santos driblou a Rede Globo plagiando o programa da Endemol descaradamente. Mas era novidade e o Supla, uma figura. Quando veio o primeiro Big Brother Brasil, da Globo, vi que era mais do mesmo. Nunca mais perdi tempo.

Trata-se de pseudonovela de pseudo-realidade com atores medíocres, com os mesmos personagens de sempre, e aqui rogo novamente o perdão do leitor pela ênfases na descrição: a boazuda vagaba, a gostosa santinha, o esquentadão sarado, o sábio gente boa, o crianção chato, o diferente discriminado: gordo, negro, gay ou ancião... E... o indefectível Pedro Bial, claro, que ele tem que exercitar também seu tão-lento dramático de desistente poeta.

A filosofia é: -finja! Seja artificial, viva uma fantasia, faça de conta que é altruísta, afinal... "é um jogo", né? E isso justifica tudo. Conchavos, namoros, paqueras, traições, edredons, confessionários, ficar de quatro em frente às câmeras, pra mostrar o tamanho do "talento" e sonhar com a capa da Playboy de dezembro, ou da G de fevereiro, quem sabe? É um jogo. Resta saber quem é a "bola".

Aquilo é um misto de balcão de açougueiro com as carnes expostas, com exibicionismo calculado para o voyerismo eletronicamente cultivado. Crises ridículas, desavenças de pulgas, viram manchete... Espie à vontade... é a senha! E há gente que assina canais que transmitem aquilo 24 horas por dia! Quem é natural, sendo "espiado à vontade"? Onde a verdade num ser, o "BBB", que assim passam a se chamar os membros da confraria, que é um artefato eletrônico, alegórico,audiovisual?

Quantos já viveram aquela situação de ir ao zoológico, doidos pra mostrar a imponência do mundo animal para os filhos e dar de cara com um leão modorrento babando deitado na sombra, ou com uns tigres escondidos num canto distante. Isso é realidade! Vai ficar 24 horas acompanhando? Bom, aí, se cabe ibope, o tratador é orientado a mudar a dieta pra deixar o animal mais esperto, até deixá-lo com fome pra aguçar seus instintos predadores, ou dar-lhe umas espetadas pra ele desfilar sua África miserável pela jaula. Agora, se o animal é aparentemente racional, tipo humano, o tratador-emissora recomenda que andem sempre com os microfones (exceto no banheiro, por favor!), que se exibam para as câmeras, que inventem draminhas e promovam escaramuças, que se atraquem em pequenas disputas para diversão do público olheiro. Mais ou menos como parece ocorrer nas cabines de sexo em que uma mulher numa vitrine, se despe e geme profissionalmente seus falsos prazeres. Há pornografia, lá e cá. Toda venda do corpo sem afeto é prostituição. E a pornografia é a propagação da prostituição. No BBB vendem-se corpos, sem afeto, e o programa os divulga.

Sabendo-se a televisão como lançadora de moda e comportamentos, isso já deveria nos preocupar.

Mas há outro aspecto interessante. Aquela "Casa" é um criadouro de celebridades. Somos um país cuja história oficial – até que resgatemos aos seus muitos méritos, Pedro II e João Cândido, por exemplo - nos deixou sem nobreza ou heróis. Como não podemos falar mal do Príncipe Charles ou bisbilhotar a Duquesa de York, temos... "celebridades"! Como não mandamos gente à Lua, temos... "celebridades"! E precisa-se delas à farta, porque o exercício do mandato fugaz de celebridade é breve, bem menos que os 15 minutos de Andy Warhol. Um suspiro. O mercado pede mais. Sempre mais. Dão-se, a personalidades enfadonhas como aquele "Alemão do BBB", ares épicos, da mesma forma que se alimentam gansos à força pra extrair patê. Da mesma forma que se bombam aves para que tenham mais carne branca. Afinal, não se criam rãs, peixes, crocodilos, porcos para abate? O pessoal fica ali, em ambiente controlado, temperatura monitorada, alimentados, tratados... (E bem tratadíssimos, que a responsabilidade civil está aí mesmo!). Como em todo rebanho, alguns dão arroba melhor, outros menos, mas tudo serve ao mercado de instantâneas celebridades. BBB é como boi, dele tudo se aproveita.

E a telinha está lá, disponível, com suas tantas câmeras, para a maquiagem que a eletrônica proporciona. Ver a vida real não importa. Importa ver a vida supostamente real que, pela telinha, embora ficta, parece mais autêntica Ou mais divertida. Ou melhor maquiada, sei lá... Daí aquele ser medíocre, que nada fez nessa vida que mereça sequer um monossílabo numa nota de pé de página nos diários do universo, quando eletrônico se torna, convertido em feixes de elétrons que rebatem nos telões das TV’s, adquire magia. Assim surgem Sérgios Malandros. O chato comum que se torna pitoresco e acaba virando... celebridade!

Talvez seja o encanto com a criação do criado, porque o homem criou a televisão, máquina de criar ilusões. O homem, ser criado, que cria um boneco de barro e o adora como arremedo de deus, quando Deus, este sim, não cabe em bonecos ou barros, posto que é o Criador. Por isso, a maldição bíblica aos idólatras. Porque é ridículo. Maravilha-se a pobre formiga que se descobre capaz de cortar uma renda na folha. Mas se esquece de olhar a maravilha-formiga que é ela mesma, maravilha divina, a olho nu, vivenciada e acontecida.

Você que é fã do programa, me desculpe: tanta gente mais interessante, aí do seu lado! Olha bem, no sentido do drama comum e frugal, o big brother acontece aos seus olhos diáriamente. Só que as pessoas estão aí do seu lado, com seus achaques, gemidos, dores, mau hálito, perfume, testa brilhosa de suor... nada limpo ou ajeitado pela eletrônica. Na vida real é mesmo tudo real. Mundo real. Gente real. A casa delas não tem piscina bacana.

Mas é preferida a matrix da caixinha eletrônica. A tentação funciona, fazer o quê? As pessoas gostam de se deixar enganar. Num tempo de simulacros, é só mais um artifício. Fazer do que já nasce com script e personagem, uma aparência de vida surpreendente, quando na verdade aquilo é previsível vida, pré-fabricada pra garantir os ibopes necessários. Nada mais. Por isso os shopping-centers ganham das lojas de rua. O mundo lá dentro é asséptico, sem mendigos, sem pipoqueiros, camelôs, acidentes, bueiros. É falso, mas o povo prefere. E o shopping-center é uma ética, ao final. A ética da exclusão, naturalmente. A mesma do BBB nefasto.

Aquelas pessoas que puxaram o tapete uma da outra, que conchavaram, que excluiram... depois: aos prantos, abraços, e tristezas diligentemente calculadas para as telas de TV, afinal, pega mal não dar uma choradinha, né? Mas o ritual da porta de saída é uma forma de redenção. Aliviam-se culpas. O que sai, "compreende", abraça as pessoas que o chutaram fora, as mesmas que vertem umas lágrimas para as câmeras e assim buscam inocências. Que em geral são concedidas.

O paredão do BBB ensina: Não tem lugar pra todo mundo. Você tem que excluir o seu igual. Ele não é seu irmão, é seu concorrente. Elimine-o! E isso se transfere para o dia a dia, não tenham dúvida. Tempos neoliberais, crise ascendente, empregos que morrem. A luta pela sobrevivência é selva. Somos predadores. Necessário atacar. Atacar é sobreviver. Sobram os mais aptos. Ou... os que melhor "jogarem o jogo". E vira tudo um jogo: no amor, na vida, no trabalho! Gente jogando pra platéia. Trabalhando pra ser visto... amando por conveniência...

Aos que vencerem, o milhão, o topo, as capas de revistas, quem sabe, as novelas!!! Aos que perderem, a triste insígnia na biografia: "ex-BBB"!!!! Já garante umas idas nos programas periféricos dos canais concorrentes da matriz global.

Orwell falava, na sua grande crítica ao stalinismo, descrita na obra "1984", de um Big Brother em que um totalitarismo controlava cada passo e respiro de seus súditos. As pessoas eram vigiadas o tempo todo. O Big Brother da TV Globo, uma franquia do original, nascido em 1999, na Holanda, tenta passar às pessoas a impressão inversa, de que controlam algo. Afinal, acompanham, divertem-se, debatem, torcem e... votam!!! Ô tristeza essa, do voto que é confundido com participação, do voto que se vende como concessão de poder. Mas na verdade, o poder não é do espectador. Ele apenas fica ali, sendo adestrado, condicionado, e na hora que lhe é reservada, aperta um botão e produz o trabalho esperado. E ainda se orgulha de ter eliminado o fulano ou o sicrano, ou de ter sido decisivo na vitória do "Alemão do BBB"! Vejam: No Big Brother de Orwell o espectador era o governo, embora o cidadão controlado assistisse aos discursos e normas transmitidas pela TV da ditadura. Agora, a ilusão é de que "o governo" são os espectadores, que decidem futuros, milhões, capas da Playboy.

E o que acontece na Casa do BBB, acontece na Casa Brasil. Tudo mais acentuado agora, neste tempos de jornalismo espetáculo e de campanhas políticas de sabonete e margarina. Fica o eleitor ali, acompanhando a novelinha política e na hora "h", vai lá, põe seu voto na urna. Depois esquece. Iludido, acha que já "participou".

Devíamos observar o Big Brother pela ótica da Constituição Federal, cujo preâmbulo e primeiros artigos apontam para a sociedade brasileira o caminho da fraternidade, da ética, da inclusão, da erradicação da pobreza e da cidadania. E, mais, pela ótica específica do Art. 221 da Carta Maior, que exige da emissoras de rádio e televisão a preferência pelas programações educativas, artísticas, culturais e informativas, a promoção da cultura nacional e regional, o estímulo à produção independente e regional e, por último, mas garantia maior importância: o "respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família".

Um programa que faz acompanhar dramas artificiais mal interpretados, deixando esquecidos os dramas reais que moram do lado de fora da porta, não pode fazer bem à psique de uma sociedade. Um programa que consagra o jeitinho, a esperteza e o "jogo", não pode fazer bem à construção dos valores de jovens. Um programa que consagra a valorização da mulher pelas carnes que possa mostrar sem pudor, não ajuda à definição do papel feminino na cabeça de nossos adolescentes.

Hoje vemos, nas escolas brasileiras, tanto essa ética da exclusão, quando esse sexismo, respondendo à chamada, diariamente. Resultado: indisciplina, violência, bullying, episódios sexuais cada vez mais frequentes. O que se aprende na escola vai para a vida, não? Por isso, uma rusga de balcão de boate vira briga campal e logo, assassinato. Meninas que aprenderam que rebolar para as câmeras é um caminho para o sucesso, buscam ser misses, modelos, e acabam desviadas para a prostituição infanto-juvenil.

O que defendo, então? Censura? Claro que não! Defendo e clamo pela responsabilidade de governo e emissoras de TV, para que cumpram a Constituição. Se dão o veneno, que dêem o antídoto! E o antídoto para o BBB não é a Favorita, convenhamos. O antídoto está lá, na Constituição: educação, cultura, regionalização, valores! Essa história de "dar ao público o que ele quer" é conversa de publicitário. O que o público quer não é o que dá mais ibope. O que o público quer é o que a Constituição definiu. Se você começar a exibir execuções reais pela TV, haverá público. Para pornografia também. Até para as coisas indizíveis, público haverá. Não faz muito tempo, antes da mancada do Gugu com a falsa entrevista com atores disfarçados de líderes do PCC, a disputa Faustão x Gugu era um lixo. E a audiência, ávida, atrás da baixaria maior.

A Constituição não admite a baixaria. Pelo menos não num veículo de utilidade pública, que deve ser usado para o bem comum e para cumprimento dos objetivos do Estado brasileiro.

Logo, concluindo, o Big Brother, ao divulgar a ética da exclusão, ao privilegiar a mulher-objeto, ao indicar que "pelo jogo" vale tudo, ao ajudar a alimentar a alienação da população com a sedução da ilusória participação telefônica, não ajuda, nesta quadra perigosa da vida nacional, não ajuda na formação de um povo consciente e cidadão. Com o histórico de formação do povo brasileiro, de consolidação do sincretismo de tantas hipocrisias, de edificação do "jeitinho" como modo de sobrevivência, estimular a alienação e incentivar a secundarização da boa fé, o "bom-mocismo" de circunstância, parece ser jogar pólvora no incêndio. Com o carvão que resulta, se escreve num retalho de Constituição que sobra do fogo: -Uma nação alienada, big-brotherizada, não sustenta um Estado de Direito.

Sobre o texto:
Texto inserido no Jus Navigandi nº 2026 (17.1.2009).
Elaborado em 01.2009.

Informações bibliográficas:
ARAÚJO, Denilson Cardoso de. Porque o Big Brother enfraquece o Estado de Direito . Jus Navigandi, Teresina, ano 13, n. 2026, 17 jan. 2009. Disponível em: . Acesso em: 21 jan. 2009.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Imperdível: 10 dicas para ter um dia feliz.

Já imaginou como seria sua vida se todos os dias da sua vida fossem repletos de felicidade? Na verdade, não seria tão bom assim, faltariam motivações, estímulos, algo que nos fizesse não querer parar. É por isso que algumas vezes nos deparamos com determinados obstáculos ou situações, geralmente originadas de fatores alheios à nossa vontade, fatalidades trazidas pela vida.

Salvo nessas ocasiões, entretanto, é possível e necessário que colaboremos para fazer de nossos dias o mais repleto de satisfação e plenitude quanto for possível. E, ao contrário do que parece, isso pode ser bem mais simples do que você imagina. Comece seguindo essas 10 dicas e tenho certeza que você se sentirá cada vez mais forte e vigoroso!

  1. Ao acordar, SORRIA! Sorria não apenas com os lábios e a face, mas principalmente com o coração.
  2. Levante-se com calma, sem correria. Faça uma breve sessão de alongamentos. Devagar...
  3. Um banho frio pela manhã é excelente para trazer mais animação para o dia. Experimente!
  4. Nada de tomar café enquanto arruma outra coisa ou de pé. Sente-se e permita-se estar em paz na primeira refeição do seu dia.
  5. Antes de sair para o trabalho, olhe-se no espelho. Seja comprometido com sua boa aparência. Nada de barba por fazer, cabelo mal penteado, roupa velha ou amarrotada, principalmente na segunda-feira. Lembre-se que mesmo de forma simples, é possível estar bem arrumado e dotado de boa aparência. Imagem é tudo (...mas também não vale se não houver conteúdo, tá!).
  6. Se você for daqueles que trabalha em casa, nada de trabalhar de roupão, shorts, camiseta, chinelo, etc. Deixe seu local de trabalho arrumado, abra as cortinas e vista uma roupa confortável, mas, apropriada para a ocasião.
  7. Ao sair, cumprimente, dê "Bom dia!" a todas as pessoas com quem encontrar, mesmo que você não as conheça e sem medo de se passar por doido ou ridículo. Muitas vezes, com este gesto você pode estar salvando o dia de alguém. Quer recompensa melhor do que essa?!
  8. Se você trabalha em uma empresa com muitos colegas, faça o possível para cumprimentar a todos. Logicamente, o mesmo vale se você trabalha em um lugar com poucas pessoas.
  9. Ligue para alguém especial e diga que ela é muito importante para você.
  10. Seja cordial, generoso, paciente e tolerante com as pessoas. Deixe o mal-humor para trás recebendo o dia com um belo SORRISO (Dica 1) e lembre-se sempre que o seu mundo interior cria o seu mundo exterior. Seja comprometido com a sua FELICIDADE!
Um ótimo dia, tarde e noite para todos vocês!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Últimas palavras

Eu me apaixonei por você perdidamente. Demorei um tempo para entender que você estava longe de ser apenas mais que passaria em minha vida. Depois que entendi o que realmente estava acontecendo eu não hesitei, me entreguei de braços abertos, sem medo de ser feliz. Hoje, acho que eu deveria ter tido medo. Afinal, é justamente o medo o responsável por algumas de nossas atitudes mais sensatas...

O tempo passou... Depois de tantas idas e vindas, receio que realmente é chegado o fim de nossa história. Creio que realmente já era tempo disso acontecer...

Não me arrependo de forma alguma de tudo que fiz por você. Vou embora certo de que tentei, certo de que lutei para vencer... Mas para ser sincero, acho que quem mais perdeu foi você.

10 Coisas que fazem as pessoas realmente comprometidas

Há alguns dias recebi por e-mail o texto abaixo, cuja a autoria é do professor Luiz Almeida Marins Filho e aconselho todos vocês a, assim como eu, imprimí-lo e colocá-lo em um lugar bem visível para que não só você, mas todos que o rodeiam, possam compartilhar dessas valiosas considerações:

10 COISAS QUE FAZEM AS PESSOAS REALMENTE COMPROMETIDAS

  1. Uma pessoa comprometida procura sempre colocar-se no lugar das outras; sentir o que as outras sentem.
  2. Uma pessoa comprometida faz tudo com atenção aos detalhes. Ela presta atenção em tudo o que faz, no detalhe do detalhe.
  3. Uma pessoa comprometida termina o que começa e não deixa as coisas pela metade.
  4. Uma pessoa comprometida vem com soluções e não com mais problemas, quanto tem uma tarefa a cumprir.
  5. Uma pessoa comprometida pergunta o que não sabe e demonstra vontade de aprender. Vai fundo até dominar o que não sabe e deveria saber.
  6. Uma pessoa comprometida cumpre prazos e horários.
  7. Uma pessoa comprometida não vive dando desculpas por seus atos e nem procura culpados pelos erros cometidos.
  8. Uma pessoa comprometida não vive reclamando da vida e falando mal das pessoas. Ela age para modificar a realidade.
  9. Uma pessoa comprometida não desiste facilmente. Ela não descansa enquanto não resover um problema. Ela vai atrás da solução.
  10. Uma pessoa comprometida está sempre pronta a colaborar com as outras. Ela participa. Dá ideias. Você pode contar com ela.
Bem, parecem dicas simples e realmente o são. A dificuldade em colocá-las em prática está em nossa inépcia e falta de vontade em abrir mão de nossa zona de conforto, por mais simplória que ela seja. Lembre-se, seu sucesso depende unicamente de você. Seja uma pessoa comprometida, pelo menos, consigo mesma.

Aprender a Amar

Quem nunca sofreu por Amor que atire a primeira pedra.

Em tempos de neonarcisismo parece moda achincalhar as pessoas que se atrevem a se apaixonar. Mais do que nunca amar é considerado cafona, brega, ridículo e extremamente desnecessário. Perda de tempo total. No entanto, todos continuam remoendo seus cacos escondidinhos, molhando o travesseiro em silêncio.

Sofrer por Amor é algo que em algum momento da vida de qualquer pessoa vai acabar acontecendo. É por este motivo que alguns rebelados passam a pregar que o Amor não vale a pena. O problema não está no Amor, mas em saber amar. Parece uma frase feita, é verdade, mas trata-se de algo tão sério que não dá pra ignorar.

Quando nos apaixonamos por alguém (e este tipo de coisa não escolhe momento, lugar, nem hora pra acontecer) buscamos cada vez mais estar do lado desta pessoa que por algum motivo desconhecido, mas extremamente especial, nos faz tão bem. Com o tempo isso vai ficando mais forte e pode se transformar em Amor. O Amor é como uma casa, deve ser construído. O alicerce deve ser sólido o suficiente para sustentar tamanha gradeza e peso que vai receber, entretanto, ao contrário do que a maioria pensa e faz, o Amor, em vez de ser "construído no coração da outra pessoa", deve ser trabalhado dentro de você primeiro.

A nossa preocupação, geralmente, está na outra pessoa. Achamos que se conseguirmos fazer por ela tudo o que é possível (e até o que é impossível) faremos com que esta pessoa nos ame eternamente. Atribuímos a outra pessoa a missão de suprir todas as nossas carências e desejos e esperamos afoitamente por isso. Acontece que isso nunca vai acontecer. Devemos entender que cada pessoa neste mundo tem sua própria luz, sua própria essência, que independe da ação de quem ou do que quer que seja. Nós temos o dever e a necessidade de bancar cada uma das carências que a vida nos impõe a cada momento. O problema é que é muito mais fácil delegar essa função a outra pessoa mas...

Enquanto esperarmos que outras pessoas façam por nós o nosso trabalho o sofrimento será sempre uma constante. Entenda que o Amor deve ser cultivado dentro de você primeiro e só depois disso você será capaz de realmente amar alguém. Amar não é querer ter a pessoa como um objeto que possa estar sempre do seu lado e disponível para o que você bem entender. Amar é ser capaz de desejar e contribuir para a felicidade do outro independente da situação, de forma generosa e desapegada, preservando a liberdade. Cada um de nós é livre para ser o que quiser, as prisões estão dentro de nós mesmos. 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Viva o hoje sem se esquecer do amanhã.

Conheço algumas pessoas que se dizem "seguidoras" da filosofia do Carpe Diem , expressão do latim que pode ser traduzida como "aproveite o momento" ou "colha o dia". Sem dúvida é uma expressão muito bonita, no entanto, infelizmente, a maioria de seus "seguidores" a utilizam como forma de justificar suas irresponsabilidades e falta de comprometimento consigo próprias. Pode parecer que estou sendo radical (e até admito estar sendo um pouco), mas insisto no argumento de que viver o hoje sem pensar no amanhã é, no mínimo, uma grande burrice.

Atentem-se para o fato de que em momento algum eu falei em se "preocupar com o amanhã", mas sim em não esquecer-se dele, caso contrário, nossa vida se tornaria completamente sem sentido, seríamos simplesmente levados pela maré e abdicaríamos completamente do poder que temos sobre o que nos acontece. Concomitantemente, concordo que também não podemos deixar de viver os prazeres que a vida nos oferece pensando unicamente em um futuro que realmente pode não chegar.

Na revista Você S/A de dezembro/2008 li um artigo interessantíssimo do Gustavo Cerbasi que me trouxe justamente a resposta para uma dúvida que a muito tempo carregava comigo: afinal, será que para conquistar meus sonhos e alcançar minha independência financeira eu tenho que abrir mão de pequenas coisas (como comer um chocolate, por exemplo) e me tornar um mão de vaca convicto?

No artigo, Cerbasi mostra como um cafezinho por dia pode consumir dinheiro suficiente para a aquisição de um carro 0km. Com esse cálculo podemos imaginar quanto dinheiro jogamos fora com tantas inutilidades que adquirimos todos os dias para satisfazer nosso prazer momentâneo, no entanto, ele mostra como aprendeu que é justamente os pequenos prazeres da vida que nos dão o impulso necessário para continuarmos firmes no propósito de alcançarmos nossas metas. Portanto, devemos sim viver o hoje e aproveitar os prazeres que a vida nos oferece nos momentos em que eles acontecem, mas NUNCA devemos nos esquecer que existe um amanhã por vir.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

A culpa é sua!

“Você é responsável por tudo aquilo que cativas”.

Provavelmente você deve conhecer esta frase. A escolhi por ilustrar bem o tema que tratarei neste post: A CULPA.

Já percebeu como muitos de nós temos uma mania incessante de sempre buscar alguém para culpar pelos nossos problemas? A culpa sempre é do colega de trabalho, do companheiro(a), do vizinho, do chefe, do governo... A lista de culpados é imensa, mas quase nunca inclui a nós mesmos. Afinal, é muito mais fácil culpar alguém do que assumir o peso de um fracasso qualquer. Em uma situação desfavorável, encontrar culpados é um mecanismo de defesa ativado quase que instantaneamente em nosso cérebro.

Entretanto, o ato de procurar culpados a todo custo nos traz um grave problema: ao nos colocarmos no papel de vítima constante de fatores alheios à nossa vontade, acabamos por nos retirar do papel de líderes de nossa própria vida.  Assim, tudo dependerá de fatores externos, inclusive nossa felicidade e sucesso.

Sendo assim, abandone a mania de justificar um insucesso culpando o que ou quem quer que seja, lembre-se que você é quem deve dar rumo e sentido à sua vida e que nenhuma outra pessoa a não ser você mesmo é responsável pelo seu sucesso ou fracasso.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

O que é ser feliz?

Quando afirmo para as pessoas que convivem comigo que sou uma pessoa feliz algumas me dirigem um olhar com um misto de surpresa e súplica como quem diz “Como?”, “Por que você se acha feliz?” ou ainda “Se você é feliz, por favor, me ensine a ser também.” 

O que mais afasta as pessoas do estado de felicidade (que, diga-se de passagem, não é permanente, por isso o chamei de “estado”), é não possuir ou desconhecer a sua missão. O que quero dizer é que todos nós devemos ter uma missão em nossa vida, sendo que essa missão não se restringe à simplória mediocridade do TER, do possuir bens materiais, status, poder ou coisa parecida. Quando falo em MISSÃO quero mostrar algo que vá além disso, um objetivo que busque a harmonia e a plenitude entre as nossas “existências”: Física, Mental, Emocional e Espiritual.

Uma pessoa é feliz quando consegue manter os componentes desse quadrante devidamente harmonizados. Mesmo sendo um profissional competentíssimo e dedicado não se pode ser feliz se o seu “eu emocional” está desestruturado ou se sua saúde física e/ou mental está debilitada. Portanto, primar pela harmonia é SER FELIZ. E isso pode ser bem mais simples do que você imagina! Para começar, sorria mais! Sorria para mais um dia intenso que começa (em vez de reclamar do despertador), não importando se faz sol ou chuva, frio ou calor. Sorria mais para as pessoas e principalmente, SORRIA MAIS PARA VOCÊ MESMO.

Enfim, voltando a falar sobre MISSÃO, podemos dizer que se trata, em primeiro lugar, da conscientização de suas habilidades e/ou talentos, seguido do emprego destes na realização de algo que terá influência na vida das pessoas e, consequentemente, em sua própria vida. Todos nós temos luz própria, temos algo de bom que podemos oferecer às pessoas e modificar suas vidas. Esta luz pode ser o seu conhecimento, o seu tempo, a sua atenção, o seu carinho... Posso afirmar que, ao perceber a sua missão e começar a desempenhá-la, você sentirá uma plenitude e um estado de grandeza nunca antes experimentado e descobrirá que, mesmo sem TER tudo o que acha que precisa, pode-se SER FELIZ.

Afinal, FELICIDADE é para SER não para TER.

Pense nisso.

Mude o seu modo de pensar.

Muitas das pessoas que conheço têm uma característica em comum: vivem reclamando e se lamentando de alguma coisa. Algumas com mais freqüência e ênfase, outras com menor intensidade, mas não deixando de reclamar ou de se lamentar.

Saiba que reclamar e se lamentar do que quer que seja causa um extremo mal a você. Claro que você poderá dizer que é impossível não reclamar de alguma coisa em um mundo onde tudo se torna cada vez mais difícil, no entanto, atitudes negativas como essas além de não lhe trazer nenhum benefício, a não ser uma pseudo-sensação de alívio, também não colaborará para que conquiste suas metas.

O seu modo de pensar, as suas crenças, o seu interior cria o seu mundo exterior. Isso quer dizer que quanto mais você se dedicar a ser um indivíduo introspectivo, mal-humorado, egoísta, desconfiado e desiludido, maior serão suas dificuldades em obter sucesso em qualquer área e/ou relacionamentos.

O problema é que grande parte dessas  “formas de pensar” estão inculcadas em nosso inconsciente desde o início de nossa formação. Reverter o fato de ser uma pessoa que pensa negativamente é algo trabalhoso e demorado, mas que deve ser iniciado já. Portanto, o primeiro desafio é se policiar e evitar todos e quaisquer tipos de reclamações e lamentações, focando assim nas soluções e não nos problemas.

Pense nisso!

sábado, 3 de janeiro de 2009

O Grito

Levantei trôpego em mais uma madrugada insone, caminhei até a janela, acendi um cigarro e gritei... Não disse nada, apenas gritei como quem pretende se libertar de algo que não sabe bem o que é. Me senti mais leve, menos ansioso, mas uma coisa me chamou a atenção: não houve nenhuma reação diante do meu grito.

Fiquei observando por alguns momentos cada residência da rua. Nenhuma luz acesa, nenhum barulho, nenhum sinal de movimentação... Nem mesmo dos vizinhos mais próximos. Eu gritei mesmo, com toda a minha força, não é possível que ninguém tenha escutado.

Depois do alarde a calmaria, depois da indignação a resignação... Sempre foi assim, nunca sequer alguém me escutou porque dessa vez seria diferente? Fechei a janela, apaguei o cigarro, apaguei as luzes, liguei a TV, virei-me para o lado e tentei dormir... mas não consegui.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

"Antes de Partir"


Gosto muito do trabalho do ator Morgan Freeman e ontem assisti a mais um de seus filmes chamado "Antes de Partir". O filme é excelente. A começar pelo elenco, que além de Freeman também contou com Jack Nicholson, a história nos leva a várias reflexões a respeito da vida. No filme, os atores representam dois sessentões que, após descobrirem que em decorrência do câncer terão menos de um ano de vida, resolvem partir em uma viagem com o objetivo de realizarem tudo o que não puderam fazer até então. A amizade e a cumplicidade que os personagens desenvolvem no decorrer da trama é emocionante, assim como as lições que nos trazem a todo o momento. Muito bom para aqueles que vivem a reclamar da falta de tempo e se esquecem de viver intensamente os detalhes mais significantes da vida.

Não deixe suas promessas se perderem!

A história se repete. Aos brados de "Ano novo, vida nova" a maioria das pessoas inicia mais um ano fazendo promessas, revendo conceitos e preparando novas atitudes. Algumas já até mesmo sabem que não cumprirão o que estabeleceram e até riem dessa situação, mas, como tradicionalmente o início de ano é o momento propício para essa limpeza de consciência então é melhor se juntar à massa.

É sempre assim... Logo, logo a esperança de um recomeçar dará lugar à intransponível barreira da realidade e tudo continuará igual: as mesmas dificuldades financeiras, os mesmos problemas de relacionamento, a mesma sensação de um incessante vazio e solidão...

Não precisa ser assim, logicamente. O grande erro que cometemos nesse período é fazer promessas vazias e planejamentos sem um alicerce concreto. Prometemos que no ano novo vamos parar de fumar, praticar atividades físicas, ser mais carinhosos, menos estressados, mais tolerantes e uma infinidade de outras coisas, mas QUANDO?

O ano novo, assim como todos os outros (com exceção dos bissextos, claro) tem 365 dias. Portanto, aí vai uma dica para que suas promessas não se percam pelos ventos (poético, hein?!). Se você prometeu que vai parar de fumar, preste atenção, não sou fumante, mas tenho familiares e amigos que já tentaram parar de fumar várias vezes, mas cortando de uma só vez o uso do cigarro. Um amigo meu, recordista, conseguiu ficar 3 semanas sem fumar, mas depois voltou fumando ainda mais. Então, porque não traçar uma meta de diminuição gradativa do tabaco? Escreva, coloque no papel quantos cigarros você diminuirá por dia e não se esqueça de estabelecer datas. Qualquer meta deve ter uma data! E não se esqueça de visualizar todos os dias, se possível, daquilo que você estabeleceu para que não se afaste do objetivo.

Isso vale para quaisquer tipos de metas. Em primeiro lugar especifique bem qual é a sua meta, depois analise-a e estime um prazo para atingi-la, após estipular o prazo você terá que começar a traças as ações que levarão a alcançar o resultado esperado. Falando assim parece uma tarefa fácil, não é? É simples, mas não é fácil. No entanto, com persistência e trabalho é plenamente possível. Pense nisso.