Levantei trôpego em mais uma madrugada insone, caminhei até a janela, acendi um cigarro e gritei... Não disse nada, apenas gritei como quem pretende se libertar de algo que não sabe bem o que é. Me senti mais leve, menos ansioso, mas uma coisa me chamou a atenção: não houve nenhuma reação diante do meu grito.
Fiquei observando por alguns momentos cada residência da rua. Nenhuma luz acesa, nenhum barulho, nenhum sinal de movimentação... Nem mesmo dos vizinhos mais próximos. Eu gritei mesmo, com toda a minha força, não é possível que ninguém tenha escutado.
Depois do alarde a calmaria, depois da indignação a resignação... Sempre foi assim, nunca sequer alguém me escutou porque dessa vez seria diferente? Fechei a janela, apaguei o cigarro, apaguei as luzes, liguei a TV, virei-me para o lado e tentei dormir... mas não consegui.
Fiquei observando por alguns momentos cada residência da rua. Nenhuma luz acesa, nenhum barulho, nenhum sinal de movimentação... Nem mesmo dos vizinhos mais próximos. Eu gritei mesmo, com toda a minha força, não é possível que ninguém tenha escutado.
Depois do alarde a calmaria, depois da indignação a resignação... Sempre foi assim, nunca sequer alguém me escutou porque dessa vez seria diferente? Fechei a janela, apaguei o cigarro, apaguei as luzes, liguei a TV, virei-me para o lado e tentei dormir... mas não consegui.
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