quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Cuidado com os investimentos de alto risco.

Hoje, ao acordar e iniciar meu dia logo pensei sobre o que escreveria aqui. Pensei em escrever sobre investimento em ações, conservadorismo, ousadia, risco... E pensando em tudo isso resolvi escrever sobre algo que também envolve muito, muito risco: relacionamentos amorosos.

Bem, peço a você, caro leitor, que me permita neste post fazer um desabafo, pois estou precisando muito fazer isso. Infelizmente, mesmo que você se considere a pessoa mais forte do mundo, o mais otimista, mais sensato, seguro e obstinado, uma hora ou outra você também vai ter seus momentos de fraqueza.

Iniciei e parei este texto por muitas vezes... O motivo de tantas pausas não era, no entanto, a busca pela melhor forma de escrever, os melhores argumentos para defender meu ponto de vista, nada dissso. Simplesmente faltava-me coragem e a dor que me consumia era tamanha, que me roubava completamente as forças que tenho.

Como disse anteriormente, pretendia escrever sobre investimento em ações. Durante muito tempo estudei o assunto, calculei , medi riscos, até decidir começar a investir. O fruto de tamanho cuidado resultou em um investimento no qual corro um risco calculado e mesmo com a avalanche provocada pela atual crise, não tive muitos problemas, perdi em algumas ações mas ganhei em outras.

Mas eu não tive o mesmo cuidado quando resolvi investir o que tenho de mais precioso: o Amor que trago em meu peito. Não calculei nada, não esperei momento algum, muito menos estudei se devia ou não fazer aquilo... Simplesmente me entreguei de peito aberto, me dediquei inteiramente a fazer de minha amada a mulher mais feliz de todo o universo.

Essa história começou quando eu ainda era adolescente. Tinha eu dezessete anos, ela quatorze. Nos apaixonamos, ou pelo menos eu me apaixonei. Por favor, não se aborreça ainda, não vou contar aqui toda a história, pelo menos não agora. Vou me restringir apenas a contar o que causou em mim tamanha dor a ponto de vir até aqui despejar tudo isso na cara de vocês.

Nos últimos meses entramos em uma crise diferente de todas as anteriores. Justamente no momento em que mais estivemos próximos, quase um casamento. Talvez tenha sido justamente este o erro... ou o acerto. Enfim, mesmo em crise fomos conduzindo a situação, ou melhor, eu fui tentando, como sempre, me fazer das tripas coração para que as coisas voltassem a ser como antes. Simplesmente durante nove anos eu me dediquei inteiramente a fazer tudo por essa mulher.

Mesmo com toda experiência que adquiri ao longo de minha vida, sempre tive problemas para lidar com perdas. E foi por isso que decidi colocar um ponto final nesta história. Não aguentava mais tanta indecisão, tanta mágoa, tanto ressentimento, tanta palavra dita à toa... Vocês podem se perguntar "Puxa, mas então porque você está sofrendo tanto, se foi você quem resolveu por um ponto final?", pois eu respondo a vocês meus caros: você pode jogar fora muita coisa que você vê em sua frente, pode destruir qualquer coisa feita de matéria concreta, pode explodir uma cidade inteira se quiser, mas você nunca... NUNCA vai conseguir destruir um AMOR verdadeiro.

Está além da razão explicar o amor. Tentar fazer isso seria loucura.

Obrigado por chegar até e "ouvir" este meu desabafo. Estou pronto para seguir em frente.

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