terça-feira, 23 de dezembro de 2008

"Prá" Casar ou "Prá" Curtir?

Não é novidade pra ninguém que nossa sociedade vive uma crise de VALORES sem precedência. Se não bastasse o que estamos cansados de ver todos os dias (pais e filhos que não se respeitam, casais em que homem e mulher não possuem um mínimo de consideração um pelo outro, etc), infelizmente é crescente a falta de respeito das pessoas para consigo mesmas.

Que me chamem de quadrado, careta, conservador e o escambal, mas não me parece nem um pouco normal que jovens (e mesmo pessoas mais velhas que já começam a entrar na “festa”) se submetam a experiências que em absolutamente nada contribuirão para um estado de felicidade e satisfação.

No último domingo (21/12/2008), no Domingão do Faustão, foi promovida uma discussão envolvendo o público feminino sobre o que consideram os dois tipos de homem: os que são “pra casar” e àqueles que são “pra curtir”. PATÉTICO...

Antes que as feministas de plantão se pronunciem, não estou defendendo a mesma atitude machista de “classificar” as mulheres da mesma forma, pelo contrário. Considero grotesca a possibilidade de literalmente se “usar” uma pessoa. O que achei interessante na tal discussão do programa é que, depois de muita abobrinha ter sido dita pelas entrevistadas, enfim apareceu uma das dançarinas do programa para dizer “...a verdade é que hoje em dia as pessoas não tem amor próprio, não se respeitam. Logicamente, um homem não vai respeitar a maioria das mulheres de hoje”.

Estendo a magistral consideração da dançarina (muito bonita, por sinal) para todos. Antes de qualquer coisa, precisamos nos respeitar e nos amar. Pergunto a você que por ventura já tenha ficado com cinco pessoas diferentes (pra falar de pouco) numa mesma balada: quando você voltou para casa e se viu sozinha (ou sozinho) no seu quarto, VOCÊ ESTAVA FELIZ? Ficar com tantas pessoas diferentes e depois nunca mais ver é para você uma CONQUISTA ou uma DERROTA?

Já vivi isso na pele. Não estou falando sem conhecimento de causa. Percebi que em nada contribui uma noite furtiva de prazeres com uma ou mais pessoas se isso não tiver um significado real. Muito pelo contrário. Esse tipo de ato, praticado por tantas pessoas num momento de carência, só serve para reforçar um mal-estar e uma sensação de insignificância tão grande, que representa um passo para a depressão.

Não seja mais um ou mais uma que vai escolher as pessoas com as quais se relacionarão como se as mesmas fossem “coisas”. Senão, no final, quem irá se sentir um LIXO será você mesmo.

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